Desde 1813, às margens da Baía de Todos os Santos, o Cemitério Britânico, tombado em 1993, funciona hoje como museu a céu aberto. Em 1870, o samurai Satsuma Maeda Jurozaemon, apontado como o primeiro japonês sepultado na Bahia, teria sido enterrado ali após cometer seppuku; a lápide e os restos mortais desapareceram, alimentando o mistério.

Em 22 de setembro, o espaço recebeu a 19ª Primavera dos Museus, com visitas guiadas, palestras e a apresentação do livro Rocha Navegável. Membros da ACBJ-BA, Angela Ornelas, Fusako Lariu e João Chaves, foram acolhidos pela equipe do museu, pelas diretoras Julia McNaught e Georgina Skelton e pela supervisora Marilia Nonato, e saíram estimulados a aprofundar a pesquisa sobre Maeda Jurozaemon.

Foi uma tarde de aprendizado e reflexão, na qual a reverenda Bianca Daebs proferiu a palestra “Anglicanos na Bahia”, e o arquiteto e urbanista Prof. Ernesto Carvalho discorreu sobre “A revitalização do Cemitério Britânico”.

