A imigração japonesa contribuiu significativamente para a diversidade cultural e econômica da Bahia. Em 18 de junho de 1908 chegaram os primeiros imigrantes no Brasil. Os benefícios, advindos da presença japonesa, como a agricultura, favoreceram o desenvolvimento de outros segmentos, tecnologias, trabalhos manuais e música.
O “Amerika Maru” foi um dos navios que trouxeram imigrantes japoneses após a Segunda Guerra Mundial, e parte destes vieram para Bahia, entre 1949 e 1959, criando inicialmente as colônias nas cidades de Una e Ituberá.
As comunidades eram regulamentadas pelos governos federal ou estadual. Em 1954 foi criado o Instituto Nacional de Imigração e Colonização para controle dos movimentos imigratórios, especialmente após a Segunda Guerra Mundial. O Decreto nº 39.364, de 13 de junho de 1956, distinguia os núcleos coloniais de Ituberá, Una, Pôrto Seguro, Andaraí e Jaguaquara.
A imigração foi motivada pela busca por terras e melhores condições de vida, e pela política brasileira de povoamento de vazios demográficos. As comunidades produziam especialmente frutas, verduras e legumes para reduzir a introdução destes advindas de outros estados brasileiros. A presença dos produtores japoneses na agricultura baiana tem sido fundamental para o desenvolvimento do setor, pois inseriram técnicas agrícolas avançadas e forte senso de cooperativismo, contribuindo para o aumento da produtividade e a organização da produção local.
Hoje existem 17 associações japonesas filiadas à Federação Cultural Nippo Brasileira da Bahia: Salvador, Teixeira de Freitas, Juazeiro, JK (Mata de São João), Una, Eunápolis, Ituberá, Taperoá, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Posto da Mata, com foco em atividades na agricultura, comércio, indústria e profissional liberal, representando um polo receptor de imigração japonesa.
Com os imigrantes japoneses vieram seus usos, costumes, traços culturais e fazeres, parte deles já bem conhecidos e inseridos no cenário brasileiro.
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