Por Sabrina Gledhill
Sexta-feira, 7 de outubro de 1870. “Às 4.00h, aconteceu uma terrível tragédia a bordo do
Liverpool. O pobre do Oficial Japonês, que andava bastante desanimado porque tinha
dificuldade em aprender nossa língua, técnicas de navegação etc., cometeu haraquiri…no
salão dos oficiais”.
Assim, o diário de Marcus McCausland, um aspirante da Marinha Britânica, escrito
a bordo do HMS Liffey durante a circum-navegação do mundo realizada pela Esquadra
Volante em 1869/70, registra o triste fim de um tenente da Marinha Japonesa. Ainda de
acordo com este diário e os registros da Igreja e do Cemitério dos Ingleses na Bahia, o oficial foi enterrado na Cidade do Salvador na mesma data.
Como foi que um japonês se juntou à tripulação de um navio britânico? E por que
veio parar na Bahia? Qual a verdadeira causa do desespero que o levou ao suicídio? Para
tentar responder a estas e outras perguntas é preciso começar recontando um pouco da
história de dois impérios na segunda metade do século XIX – o Império Meiji e o Império
Britânico.
200 anos de portos fechados
Assustado com os sucessos da Companhia de Jesus e outros missionários cristãos na
conversão dos japoneses, o xogum Togukawa Iyemitsu (1623 a 1641) fechou os portos para
o Ocidente em 1635 e expulsou os portugueses em 1639 – uma política chamada sakoku.
Além de barrar a entrada de estrangeiros, o xogunato dos Tokugawa proibiu seus súditos de
saírem do país sem a expressa autorização das autoridades do bakufu de Edo (Tóquio), o
regime estabelecido por Tokugawa Ieyaso no século XVII. Esta proibição só seria levantada
dois séculos depois. A pena de morte aguardava aqueles que desobedecessem, mas sempre
havia alguma alma intrépida disposta a arriscar-se e conhecer o mundo afora. Um dos casos 2 mais notáveis aconteceu na última década do século XVII. O médico Nakajima Chojiro
conseguiu fugir do Japão a bordo de um navio batavo e cursar Medicina na Universidade de
Leiden na Holanda por dois anos. De volta a seu país de origem, burlou mais uma vez a
vigilância das autoridades e continuou a exercer sua profissão.
Finalmente, no ano 1853, o governo norte-americano decidiu abrir o mercado japonês
a ferro e a fogo e enviou o Comodoro Perry e sua esquadra de “Navios Negros” para cumprir
esta missão. Depois de duzentos anos de isolamento e paz, o Japão tinha duas grandes
desvantagens – uma marinha fraca e pouca experiência na área de diplomacia e tratados
comerciais. Portanto, o bakufu assinou um acordo desvantajoso com os Estados Unidos que
marcou o fim do xogunato dos Tokugawa. O último xogum foi deposto e substituído em 1867
pelo jovem e carismático Imperador Mutsuhito, cujo reino ficou conhecido como o Império
Meiji (“Governo Iluminado”). O 122o Imperador do Japão, Mutsuhito ocupou o Trono do
Crisântemo até 1912, tornando-se um símbolo da modernização. Marcou o início de uma
revolução nacional, ao introduzir idéias e tecnologias ocidentais.
A Inglaterra entra em cena
O Japão já tinha algum conhecimento do mundo ocidental, principalmente através de livros
trazidos pelos navios batavos e juncos chineses. No início, havia pouco interesse pela
Inglaterra. O primeiro estudioso japonês a pesquisar esse país foi Honda Toshiaki, que, na
década de 1790, apresentou uma caracterização idealizada da prosperidade econômica dos
europeus. Segundo o historiador inglês Andrew Cobbing, Honda Toshiaki foi um pioneiro
no sentido de argumentar que o estudo sistemático da Inglaterra poderia ter vantagens
práticas para o Japão. Ao seu ver, essa nação seria ideal e a referência para o comércio
estrangeiro com o Japão. Honda argumentou que, se o governo japonês seguisse seu plano
para a construção de um império comercial envolvendo os territórios setentrionais, “Sem
dúvida surgirão dois países supremamente prósperos e poderosos no mundo; o Japão no Leste
e a Inglaterra no Oeste”. A linguagem que Honda utilizava na época lembra a política de
fukoku kyohei (nação rica, exercito forte), que mais tarde tornar-se-ia o lema do Império
Meiji.
Estudantes japoneses no exterior
Ainda durante o governo bakufu, grupos de estudantes japoneses tiveram a oportunidade de
viver e estudar no Ocidente. Mas antes, tiveram que passar por um dos centros de ensino
chamados rangaku (com ênfase na cultura holandesa), localizados nas cidades de Nagasaki,
Edo e Osaka, onde aprenderiam noções de línguas estrangeiras, medicina, navegação ou a
ciência da artilharia. Na década de 1860, a tradição de estudos rangaku cedeu lugar para os
estudos ocidentais, ou yogaku. Estes priorizavam a aprendizagem da língua inglesa, devido
ao número crescente de navios mercantis da Inglaterra, dos Estados Unidos, da França e da
Rússia que atracavam nos portos abertos ao comércio com estes países.
Também havia grupos de estudantes chamados mikkosha que viajavam
clandestinamente para o exterior, às vezes sob o égide de seu han, ou clã feudal. O caso mais
conhecido foi de um grupo de cinco oficiais da província de Choshu, que incluiu um futuro
estadista, Hirobumi Ito. Já matriculado na Universidade de Londres, Hirobumi soube pelos
jornais londrinos que seu han estava travando uma luta contra as grandes potências ocidentais
e voltou correndo para tentar convencer os rebeldes de Choshu da futilidade de enfrentar as
forças unidas das maiores potências ocidentais, mas viu seu intuito frustrado.
As Batalhas de Shimonoseki começaram em 1863. A batalha final – durante a qual
os rebeldes enfrentaram uma esquadra de navios de guerra ingleses, franceses e batavos,
acompanhada, num gesto simbólico, por um navio norte-americano, enviado para mostrar a
solidariedade de seu país, que vivia a Guerra de Secessão – durou dois dias, seguida pela
rendição dos rebeldes em 8 de setembro de 1864. O acordo negociado depois do cessar-fogo
obrigou o governo japonês a pagar uma indenização de US$3 milhões.
O Japão também se rendera às armas mais avançadas do Ocidente quando a Marinha
Britânica bombardeou a cidade de Satsuma, capital de Kagoshima, em 1863, em retaliação à
morte de um comerciante inglês. Estas e outras experiências convenceram o governo bakufu
a redirecionar seus esforços. Ao invés de incentivar os elementos xenofóbicos a atacar os
estrangeiros nos portos abertos ao comércio, buscaria adquirir o conhecimento militar das
potências ocidentais diretamente, sendo um pioneiro da transferência de tecnologia no
Oitocentos – sem falar da espionagem militar e industrial.
Aprendendo com o inimigo
No início da restauração do Imperador Meiji, a sede do governo foi transferida da cidade de
Kyoto para Edo (Tóquio) e o poder político passou das mãos do xogum para um pequeno
grupo de nobres e ex-samurai, que implementaram várias reformas. Decidido a enfrentar o
imperialismo europeu e norte-americano, o governo Meiji priorizou a reforma militar. O
novo exército adotou o modelo da Prússia, mas a marinha seguiu o exemplo da Inglaterra, na
época uma superpotência naval. Para tanto, a partir da década de 1870, centenas de japoneses
foram enviados ao estrangeiro para estudar línguas e ciências ocidentais, enquanto
especialistas estrangeiros levaram seu know-how para o Japão. Foi neste contexto que dois
oficiais da Marinha Japonesa embarcaram na Esquadra Volante com a missão de adquirir, a
todo custo, o domínio da língua inglesa e das técnicas de navegação da Marinha Britânica.
Um deles era o “estudante japonês” de 22 anos cujo nome foi registrado nos arquivos da
Igreja e do Cemitério dos Ingleses da Bahia como “Mayoda” ou “Hyeen,” mas segundo o
historiador inglês Andrew Cobbing, se chamava Maeda Jūrōzaemon, do domínio de Satsuma,
no sudoeste do Japão.
A viagem da Esquadra Volante
A princípio, a Esquadra Volante (ver tabela) foi encarregada de uma missão muito diferente.
Os objetivos de sua viagem, que seria a última circum-navegação realizada por navios
ingleses de propulsão mista – vela e vapor – e cascos de madeira, eram “brandir a bandeira”
da Grã Bretanha e demonstrar o poder e a pujança da Marinha Britânica em todos os mares
e oceanos. O objetivo protocolar que a esquadra inglesa e os oficiais japoneses tinham em
comum era o de “promover o avanço e a instrução da arte de navegação”. Segundo Potter
(1871, p. 218), Maeda Jūrōzaemon foi enviado pelo “Satsuma” (provavelmente o regente
dessa província, Shimazu Hisamitsu). O outro “estudante” foi a mando dos “Príncipes do
Norte”.
Comandados pelo Contra-Almirante Geoffrey T. Phipps Hornby, a maioria dos
navios que formavam a esquadra zarpou do porto de Plymouth em 19 de junho de 1869,
retornando para o mesmo em 15 de novembro de 1870 após uma viagem de 53 mil milhas
náuticas. Antes de seguir para o Oriente, a esquadra aportou na Ilha de Madeira no dia 2 de
julho e lançou âncora na Bahia em 2 de agosto de 1869. A primeira impressão registrada no
diário do aspirante Marcus McCausland no dia seguinte não é de toda ruim: “Desembarquei
e visitei a cidade. Seu aspecto é típico de uma cidade portuguesa, é imunda e seus cidadãos
são aproveitadores. Besouros verdes e beija-flores parecem ser as grandes curiosidades do
local, mas alguns dos nossos oficiais compraram sagüis. A cidade está construída numa
ladeira que desce até o mar e, vista do navio, é muito agradável”.
Partiram para o Rio de Janeiro no dia seguinte, lá chegando no dia 16. Durante sua
estada, o HMS Liffey foi inspecionado por D. Pedro II – segundo McCausland, “um homem
muito distinto” – e os marinheiros ganharam uma partida de críquete contra a comunidade
britânica local, seguida por um grande baile “oferecido pelos derrotados”. Em 25 de agosto,
seguiram viagem rumo à Austrália e Nova Zelândia. Chegaram ao Japão em abril de 1870.
Aportaram em Yokohama no dia 6 para obter carvão e reaparelhar os navios, e na capital,
Edo/Tóquio, no dia 14.
Em Yokohama, Marcus McCausland observou a transformação que a cidade sofrera
desde sua última visita em 1863: “Onde havia meia dúzia de navios, agora tem duas ou três
centenas; o mesmo aconteceu com as casas no litoral. Também construíram um magnífico
Clube Náutico”. Após uma visita a um campo de execução nesta cidade, ele descreveu as
várias maneiras de matar os condenados, observando no seu diário que o haraquiri – chamado
seppuku pelos japoneses – era a forma de morte mais digna, um privilégio reservado para um
membro da casta militar. De fato, o haraquiri foi, por séculos, a maneira mais honrosa para
um samurai partir desta vida. Era uma parte essencial do bushido, ou “caminho do guerreiro”,
o código de honra do samurai. Segundo o Professor Pedro Antonio Domingues, da
Universidade de São Francisco, “Seguir o bushido, era dar ênfase à lealdade, fidelidade,
[abnegação], justiça, modos refinados, humildade, espírito marcial, honra e, acima de tudo,
morrer com dignidade”. O objetivo principal do haraquiri era lavar a honra como guerreiro.
Havia vários motivos para tomar esta saída honrosa, voluntária ou forçada, entre eles: a morte
do daimio ou senhor feudal e uma missão fracassada.
Já na cidade de Edo, o tio do “Mikado”, como os ingleses chamavam o Imperador do
Japão, visitou o navio capitânia, o HMS Liverpool, em 16 de abril. No dia seguinte, o
almirante e todos os capitães dos navios tiveram uma audiência com o próprio Imperador,
cujo rosto estava parcialmente escondido por “uma espécie de tela”. Depois de outra parada
rápida em Yokohama, foram para o Canadá, onde o aspirante registrou a presença dos dois oficiais recém embarcados em Yokohama ou Edo, no dia 3 de maio “Temos dois tenentes
japoneses com a esquadra. Um está no navio capitânia e o outro a bordo do Phoebe. Estão
viajando à Inglaterra conosco para receber instrução”.
No caminho de volta, passaram pelo Havaí, enfrentaram o estreito de Magalhães e –
depois de divulgar a falsa informação que o Rio de Janeiro seria sua próxima parada (segundo
McCausland, uma “ruse de guerre”) – baixaram âncora mais uma vez na Bahia, um porto
indispensável para navios que vinham do mundo todo em busca das abundantes águas da
Cidade do Salvador e seu Recôncavo, sem falar de seus estaleiros e suprimentos.
O HMS Liffey chegou à Bahia de madrugada, às 2.00h do dia 5 de outubro de 1870,
uma quinta-feira: “O calor aqui é muito intenso. Desembarcamos e encontramos tudo mais
ou menos como estava antes. 17.20h A Esquadra chegou…. Só estávamos 5-3/4 horas na sua
frente, porque chegamos na barra do porto à noite [sendo impedidos de entrar por causa do
escuro]. Nos mandaram na frente para encomendar os bois etc. e fazer todos os preparativos
antes da chegada da esquadra, para que pudéssemos zarpar imediatamente. Infelizmente, o
Satélite perdeu o leme e tivemos que desarmá-lo para que pudesse ser consertado”.
No próximo apontamento, a alteração da caligrafia do aspirante reflete seu espanto ao
descrever a morte do oficial japonês: “Parece que ele foi proibido de frequentar o salão por
algum tempo porque costumava amolar seu punhal de cinco em cinco minutos
[provavelmente dando a impressão de querer utilizá-lo contra alguém ou contra si mesmo].
Na manhã do ocorrido, ele entrou no salão às 4.00h e sentou-se sobre sua maleta. Quando,
seguindo ordens, a sentinela entrou para expulsá-lo, [o Maeda] puxou o punhal e rasgou o
ventre, antes de apunhalar-se três vezes na garganta. Ele sobreviveu apenas quinze minutos.
[O outro oficial japonês, Ittsuki Ichirō] ergueu uma lápide para ele e nos informou que um
exame os aguardava no Japão. Se não fossem aprovados, seriam condenados a cometer
haraquiri. O corpo foi sepultado no cemitério britânico”.
Apesar de ser um suicida – e portanto, para os protestantes e católicos, ter morrido
em pecado mortal – o jovem tenente japonês foi enterrado com ritos anglicanos celebrados
pelo Reverendo Caley. Certamente, sua morte foi considerada honrosa pelos japoneses.
Segundo o historiador militar inglês Stephen Turnbull, “No universo do guerreiro, o seppuku
era um ato de bravura considerado louvável num samurai que reconhecia ter sofrido uma
derrota, uma humilhação ou um ferimento mortal. Significava que ele podia chegar ao fim
de sua vida com todas suas transgressões apagadas e, mais do que manter seu bom nome,
alcançar o renome”.
O Tenente Maeda falhara sua missão, mas lavara sua honra, de acordo com o bushido.
O historiador brasileiro Cid Teixeira informa que uma fragata japonesa aportou na Bahia
alguns anos depois para prestar homenagem a seu conterrâneo. Infelizmente, quando aqui
chegou, não foi encontrado o lugar do enterro. O cadáver havia sumido, junto com a lápide.
Tudo que nos resta sobre a sepultura de Maeda Jūrōzaemon é sua localização no mapa e nos
registros do cemitério.
Em 1873, três anos depois da morte do oficial japonês na Bahia, o Imperador Meiji
aboliu o uso do haraquiri como pena de morte. Mesmo assim, há registros de casos de
seppuku voluntário no Japão pelo menos até o século XX.
Apêndice
As informações fornecidas no diário de Marcus McCausland são corroboradas por este trecho
de Potter, J. D. The Cruise Round the World of the Flying Squadron 1869-1870, under the
command of Rear-Admiral G. T. Phipps Hornby. Lake & Clench, 1871, pp. 275-277.
Sexta-feira, 7 de outubro – Devemos citar o diário de bordo do “Liverpool” para relatar uma
tragédia que aconteceu a bordo daquele navio e que, uma vez vista, basta para uma vida
inteira: – 4h05 da manhã, faleceu Mayeda, cadete naval, estudante japonês, tendo cometido
suicídio às 3h45 da manhã, à moda japonesa. Quando embarcou, estava cheio de vida e
alegria, e começou rapidamente a aprender inglês, idioma que estudava incessantemente,
quando, de repente, seu progresso pareceu estagnar e, nos dois ou três meses anteriores, uma
depressão constante o acometia. Seu compatriota abordo do “Phoebe” tentou animá-lo, mas
sem sucesso. Alguns dias antes de se suicidar, seus companheiros de alojamento ficaram
bastante apreensivos com uma catástrofe iminente, especialmente porque ele havia sacado
sua faca (uma arma de cerca de 45 centímetros de comprimento) e a limpado, e ninguém
sabia qual era o costume japonês em relação ao seu código de honra de eliminar um ou dois
estrangeiros primeiro, e um sentimento geral de insegurança pairava no refeitório; na fatídica
noite, o instrutor naval, entrando no refeitório pouco depois da meia-noite, encontrou o
japonês sentado lá e mandou-o ir para a cama, ao que recebeu uma resposta negativa, até que
lhe disseram que ele deveria ir; quando então se deitou em sua rede no convés principal, o
instrutor naval deu ordens ao sentinela na porta do refeitório para ficar de olho no Sr. Mayeda
caso ele descesse durante a noite; Assim, o aspirante do turno intermediário, entre três e meia,
saindo da porta do refeitório dos oficiais, encontrou o japonês entrando e perguntou-lhe por
que não fora dormir, ao que não obteve resposta, e prosseguiu seu caminho até que o sentinela
do lado de fora da porta o informou que tinha ordens para não permitir a entrada do Sr.
Mayeda no refeitório; então ele voltou e, acompanhado pelo sentinela, foi para os fundos do
refeitório com uma lanterna, onde o encontraram parado ao lado de sua mala, e estavam
tentando persuadi-lo a se entregar, quando, num piscar de olhos, ele agarrou sua faca, que
devia estar em cima da mala, e a cravou em seu estômago com força suficiente para atingir a
coluna; e tal foi o efeito de horror no aspirante e no sentinela, que em uníssono se viraram e
fugiram com tamanha precipitação, que nunca se chegou a uma conclusão satisfatória sobre
se a saída fosse a porta ou a janela. O sentinela no convés principal, pensando que o aspirante
estava louco, tentou prendê-lo, mas em vão; e foi dada razão suficiente para que ele
conseguisse chegar ao oficial de serviço e transmitir-lhe a impressão de que alguma tragédia
terrível estava acontecendo no refeitório, e este imediatamente desceu correndo e encontrou
o japonês inconsciente, deitado sobre sua mala, com duas facadas na garganta, pelas quais
foi imediatamente atendido pelos médicos; e só depois de alguns minutos, e por puro acaso,
descobriu-se que ele havia se eviscerado; e, depois de pedir, em japonês, um copo d’água,
que o fez se contorcer de agonia, ele não resistiu e foi enterrado no Cemitério Protestante
pelo Sr. Caley, o capelão inglês, por cuja gentileza somos imensamente gratos.
Figuras


Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Shimazu_Hisamitsu#/media/File:Shimazu_Hisamitsu.jpg

Fonte: https://sites.rootsweb.com/~pbtyc/Flying_Squadron/Introduction.html

Fonte: https://sites.rootsweb.com/~pbtyc/Flying_Squadron/Introduction.html

Fonte: Wikipedia (domínio público)

Fonte: https://sites.rootsweb.com/~pbtyc/Flying_Squadron/Introduction.html

Fonte: https://sites.rootsweb.com/~pbtyc/Flying_Squadron/Introduction.html

Fonte: https://sites.rootsweb.com/~pbtyc/Flying_Squadron/Introduction.html


Fonte: https://sites.rootsweb.com/~pbtyc/Flying_Squadron/Introduction.html

Barra. Aquarela anônima, século XIX


Tabelas
| Fragatas | ||
| HMS Liverpool | Capitão John. O. Hopkins | 35 canhões |
| HMS Liffey | Capitão J. O. Johnson | 35 canhões |
| HMS Endymion | Capitão Edward Lacy | 31 canhões |
| HMS Bristol | Capitão F. Wilson | 31 canhões |
| HMS Phoebe substituído pelo HMS Bristol na Bahia |
| Corvetas | |
| HMS Scylla | Capitão Frederick A Herbert |
| HMS Barrosa | Capitão Robert Gibson |
| HMS Pearl, substituído pelo HMS Barrosa em Yokohama | |
| HMS Charybdis, substituído pelo HMS Scylla na Baía de Esquimalt | |
| HMS Satellite substituído pelo HMS Charybdis em Valparaiso |
Fonte: https://sites.rootsweb.com/~pbtyc/Flying_Squadron/Introduction.html
Para saber mais
Era Meiji
http://pt.wikipedia.org/wiki/Era_Meiji
Samurai
http://pt.wikipedia.org/wiki/Samurai
The Cruise of the Flying Squadron
https://sites.rootsweb.com/~pbtyc/Flying_Squadron/Introduction.html Copyright Charles Fountain.
Cobbing, Andrew. The Japanese Discovery of Victorian Britain: Early Travel Encounters
in the Far West. Ed. Japan Library, Curzon Press 1998.
Colville, Quentin and Davey, James. A New Naval History. Manchester University Press,
2022.
Potter, J. D. The Cruise Round the World of The Flying Squadron 1869-1870, under the
Command of Rear-Admiral G. T. Phipps Hornby. Lake & Clench, 1871.
https://dn790006.ca.archive.org/0/items/cruiseroundworld00bj/cruiseroundworld00b
j.pdf
Turnbull, Stephen. Samurai: The World of the Warrior. Osprey, 2006.
